Palácio Real de Phnom Penh
Camboja

Phnom Penh | Cinco Locais a Não Perder

Phnom Penh é a capital do Camboja atual. Consegue ser caótica, mas bonita ao mesmo tempo. Desorganizada, mas simultaneamente cativante. É um ataque a todos os nossos sentidos. Acho que é importante referir que não devem esperar uma cidade limpa e evoluída. Em todos os cantos se vê lixo no chão e os alojamentos são muito modestos, bem como as tascas de rua para comprar comida. Ainda assim, se a riqueza de viajar é vermos realidades tão diferentes da nossa, o Camboja traz-vos isto, muitas das vezes da forma mais crua que vos pode bater à porta.

Como vos disse anteriormente quando vos apresentei o meu roteiro muito reduzido e sintético pelo Camboja, apenas tive um dia completo para visitar Phnom Penh pelo que tive de fazer escolhas, algumas mais acertadas que outras, para poder tirar proveito do pouco tempo que tinha pela capital.

Assim sendo, apresento-vos o meu TOP 5 de locais a visitar obrigatoriamente em Phnom Penh (possível ser visto em apenas um dia, mas requerendo um despertar bem cedinho e um bom andamento):

1. Palácio Real

Preço: 40.000 riéis (~9€)
Horário: 7.30 – 11.00h e 14.00 – 17.00h
Para entrar, é obrigatório ter os ombros e joelhos tapados.

Esta é a residência do rei Sihamoni, o presente rei do Camboja, daí que uma parte esteja fechada ao público e não seja possível visitar. Quando o rei está presente, uma bandeira azul hasteada pode ser vista. Durante o regime do Khmer Rouge, no entanto, serviu de “prisão” onde o rei da altura e a sua família eram mantidos em cativeiro.

palácio real de Phnom Penh
Palácio Real de Phnom Penh

2. Museu do Genocídio Toul Sleng (Prisão S-21)

Preço: 5 dólares (ou 6 se áudio-guia)
Horário: 8.00 – 17.00h

Costumava ser uma escola primária (escola Tuol Svay Prey) até 1975, altura em que foi tomada pelas forças de segurança do regime Pol Pot, e transformada em prisão, tendo ficado conhecida por “Security Prision 21” (S-21). As antigas salas de aulas foram transformadas em celas e câmaras de tortura e todo o edifício foi rodeado por arame farpado. Estima-se que 15.000 pessoas tenham morrido aqui e apenas 8 tenham sobrevivido, tendo-se tornado o maior centro de detenção e tortura do país. Dois dos sobreviventes estão ainda vivos. Daqui muitas vezes eram mandados para os Killing Fields para serem executados.

Da minha experiência o áudio-guia vale mesmo muito a pena ser adquirido pois dá-vos toda uma outra percepção, entendimento e conhecimento do lugar.

É bom avisar que é, acima de tudo, uma visita dura e deprimente. Não esquecer que era antes uma escola, um edifício com as melhores das intenções. Centenas de campas estão situadas no pátio da prisão, lugar onde antes as crianças brincavam no intervalo das aulas. Mas histórias como esta devem ser conhecidas para que atrocidades desta dimensão não se voltem a repetir nunca mais, em lugar nenhum do mundo.

Toul Sloung em Phnom Penh
As salas de aulas desta escola foram transformadas em prisão durante o regime do Khmer Rouge

3. Killing Fields

Preço: 6 dólares (com áudio incluído)
Horário: 7.30h – 17.30h

A história do Camboja é dura, e este é mais um dos locais que o pode comprovar. Volta a relembrar as atrocidades cometidas pelo regime do Khmer Rouge e do seu líder Pol Pot há tão poucos anos. Torna-se um complemento à Prisão S-21. Milhares de pessoas que tinham sido detidas e torturadas no S-21 eram depois transportadas para este campo de extermínio. Este campo é um dos mais conhecidos de todo o país e lá dentro estão os ossos de mais de 8 mil vítimas, que foram exumadas em 1980 de valas comuns. Um dos símbolos deste agora museu é o Memorial Stupa, onde os crânios destas 8 mil vítimas se encontram separadas por sexo, idade e até forma de morte. É uma visão genuinamente impressionante.

Fica mais deslocado do centro da cidade, a aproximadamente 14 km de distância, sendo importante relembrar que 14 km feitos em tuk-tuk por estradas em más condições demora à vontade mais de 45 minutos para cada lado.

Tendo em conta a distância, e pelo facto de retratar o mesmo (embora de formas diferentes) que o Museu Prisão S-21, se apenas quiserem visitar um deles aconselho o S-21. Apesar de serem os dois muito interessantes pelas piores razões, o Museu S-21 marcou-me mais que os Killing Fields, já para não falar que é muito mais perto e não perdem todo o tempo da viagem que poderá ser-vos útil se quiserem visitar outras coisas com mais calma. Ainda assim, gostei muito também de visitar este campo e recomendo!

Memorial Stupa
Memorial Stupa, onde no interior podemos ver os crânios das vítimas do Khmer Rouge
vala comum
Vala Comum nos Killing Fields
Árvore contra a qual eram atirados os bebés para serem mortos
crânios Phnom Penh
Crânios dentro do Memorial Stupa, das vítimas do Khmer Rouge

4. Monumento da Independência

Preço: Grátis

Este monumento simboliza a independência do Camboja face à colonização francesa que se estendeu de 1863 a 1953.

É particularmente bonito visto à noite pois fica todo iluminado!

monumento da independência em phnom penh
Viagem de Tuk Tuk, a passar junto ao Monumento da Independência

5. Central Market

Mesmo junto à margem do rio, é um mercado que vende tudo e mais alguma coisa, tendo ainda espetáculos em alguns fins de semana. Se estiverem com vontade de provar comida de rua este é um bom local para os corajosos!

Podem saber mais sobre o Camboja, lendo os restantes artigos que escrevi, aqui. Se ainda assim tiverem dúvidas para as quais não tenham encontrado resposta podem entrar em contacto comigo que responderei a todas as que souber.

Boas viagens!

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