Dicas de Viagem

Como Planear um Interrail #2 – Escolher o Ponto de Partida

Foi no Verão de 2017 que realizei um sonho, que simultaneamente se tornou uma das experiências mais enriquecedoras e incríveis da minha vida: fazer um interrail.

E o que é afinal um Interrail? Um Interrail é uma viagem feita pela Europa usando como principal meio de transporte o comboio. Há no entanto, também alguns barcos e autocarros incluídos no passe, embora sejam em menor quantidade. Já um intrarrail é uma viagem que se limita apenas a um país.

No entanto, a verdade é que quem pretende fazer um interrail depara-se com uma imensidão de informação na internet que por vezes nos consegue deixar mais confusos que esclarecidos. Posto isto, e tendo por base as dificuldades que enfrentei enquanto tentava planear as minhas semanas pela Europa, resolvi fazer uma trilogia de publicações com aqueles que para mim foram os passos chave para a delineação da minha viagem:

#1 – Que Passe Devo Comprar?

#2 – Escolher o Ponto de Partida

#3 – Define a tua Rota

O segundo artigo desta trilogia prende-se com a escolha do ponto de partida para o teu interrail. E porque é que este ponto é importante? Porque é dos pontos mais cruciais da tua viagem e por vezes o mais difícil de definir.

Partir de comboio ou de avião?

A definição do vosso ponto de partida vai-vos permitir responder a esta primeira pergunta.

O vosso passe interrail permite-vos fazer duas viagens no vosso país de origem: uma de saída do país e outra de entrada no país. Ora, contando que estão a partir de Portugal, se não tiverem interesse em conhecer por exemplo, Espanha e França, perderiam vários dias de viagem do vosso passe até chegarem a um país que vos interessasse. Neste caso, talvez fosse mais lógico apanharem um voo de Portugal até ao país onde queiram começar. Caso contrário, se estipularem que o início da vossa viagem será, por exemplo, numa cidade espanhola, poderá fazer todo o sentido irem de comboio até lá.

Escolher o País e a Cidade

O vosso ponto de partida deve ser um local estrategicamente localizado que vos permita seguir uma rota lógica pelos países e cidades do vosso interesse.

O melhor que têm a fazer é olharem para um mapa e verem uma área geográfica que vos agrade, tentando pensar qual o país mais adequado para posteriormente se movimentarem pela área que escolheram. Dando-vos o meu exemplo eu queria conhecer maioritariamente a Europa Central/do Leste (Alemanha, Polónia, República Checa, Hungria, e por aí fora). Optei assim por começar o meu interrail na Holanda, mais precisamente em Amesterdão. Apanhei um voo de Portugal até aos Países baixos e foi aí que comecei. À primeira vista, começar na Holanda parecia um excelente plano. Ela tinha a localização ideal para posteriormente seguir em direção a Sul, e passar pelos meus pontos de eleição, o que, geograficamente falando, era uma escolha adequada. No entanto, acabou por não se revelar um ponto de partida ideal. Isto acontece porque o fim e o início do vosso interrail, se começarem e terminarem de avião, são cidades onde não precisarão de usar mais o passe, mesmo que passem uma semana ou duas nesses locais. Isto é: podem ter um passe de 15 dias, mas se aterrarem numa cidade e por lá permanecerem uma semana (semana essa em que o vosso passe de 15 dias ainda não está a contar), uma viagem de duas semanas transforma-se numa viagem de três. Nunca esquecer que o passe apenas começa a contar a partir da vossa primeira viagem de comboio. E o mesmo acontece na vossa última paragem, se regressarem a Portugal de avião.

Então porque é que começar em Amesterdão não foi benéfico? Tão simples quanto isto: é uma cidade muito cara, e consequentemente, numa viagem em que os meus custos estavam contados, acabei por passar nela menos de 24h e não tirar proveito desta “vantagem” que poderia ser iniciar o Interrail com um voo, e manter-me vários dias numa cidade, ainda com o meu passe interrail “intacto”. Mas aprender com os erros faz parte, certo? E espero que pelo menos consiga que vocês aprendam com os meus.

Atenção que não quero com isto dizer que Amesterdão não é uma cidade incrível, porque é! E falar-vos-ei disso numa futura publicação! Apenas não considero que tenha sido um bom sítio para começar e usufruir desta experiência por mais dias do que aquilo que o passe me permitiria à partida.

Todas as informações oficiais, bem como os preços dos passes, podem ser consultadas no site dos Comboios de Portugal ou no site do Interrail.

Lembrem-se, está um bonito dia para ser feliz!

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